terça-feira, 31 de março de 2009

A arte de Viver

A arte de VIVER!

Viajar e conhecer locais novos é um dos grande objectivos deste intercâmbio.
Assim, e com uma viagem planeada em cima da hora fui com o Renato para a um dos locais mais bonitos do Mundo.
O nosso destino era Floripa, por tudo o que nos tinham falado já estávamos com grande expectativas mas nunca imaginamos o que iríamos encontrar.
No dia em que chegámos fomos directos a Armação, uma vila piscatória muito pequenina mas acolhedora. Arranjamos uma pousada para dormir e fomos conhecer a praia do Matadeiro muito frequentada por surfistas, principalmente quando o vento é do quadrante sul (offshore).
Infelizmente não tinha levado a minha prancha de bodyboard porque as ondas, pensava eu, que estariam pequenas, no entanto os triângulos que quebravam no canto esquerdo da praia a fazerem lembrar Leça da Palmeira fizeram-me ficar roído de inveja dos que aproveitavam aquelas ondas.
Nesse dia, porque estávamos sem dinheiro e de rastos fomos dormir as 20:58 (hora em que adormeci), no dia seguinte acordamos às 6 da manha, fomos fazer umas fotografias. Seguidamente, combinamos com os pescadores o preço e as horas da viagem e partimos para a ilha do Campeche. Na ilha fizemos uma trilha onde vimos belas paisagens e gravuras rupestres. Conhecemos a guia Elisa, uma Gaúcha que nos falou um pouco da ilha e o trabalho realizado pela Associação Couto de Magalhães, actualmente responsável pela conservação do lugar.
A ilha tem uma capacidade máxima de 800 pessoas e é formada por costões e morros cobertos de Mata Atlântica, possui uma única praia com areia fina e extremamente clara. O mar, que tem uma cor que varia entre verde e turquesa e infelizmente possui poucas ondas (a única coisa que falta para a tornar perfeita).
Quando voltamos da ilha fomos directo para a Lagoinha do Leste uma praia que só tem acesso através de duas trilhas.
Uma que demora aproximadamente 2 horas e que tem uma vista digna dos melhores cartões postais e uma outra que demora aproximadamente uma hora intensa, que implica subir e descer um morro enorme.
Devo referir que ambas as trilhas são de dificuldade média a elevada.
Como aventureiros que somos, decidimos fazer as duas trilhas com todo o nosso material de fim de semana às costas. Assim atravessamos rios, subimos morros, vimos riachos e as paisagens mais belas desde que estamos no Brasil.
Quando chegamos ao fim apanhamos um ónibus para o centro de Floripa e viemos a dormir até Balneario.

Armação

Em paz

Beleza natural

À procura do Nemo

Elisa, Sol, Eu, Renato

Crossing the river

Jungle

Aventureiros



sexta-feira, 27 de março de 2009

Brava é ROOTS!!!



Depois de muito procurar, finalmente encontrei A PRAIA.
Um ambiente bem roots, ruas de terra, boas ondas, as gurias mais lindas do estado e uma vibe bem positiva.
Surfar a ouvir Jack Johnson com a água a ferver, as casa são bem simples e muito ao estilo surfer.
À noite tem as melhores festas do Brasil.
As fotografias não mostram nem de perto a beleza desta praia e tudo o que a envolve.

terça-feira, 24 de março de 2009

Trabalho de campo!

Se a parte social está a correr muuuuito bem como já tem sido reportado aqui neste blog, o trabalho não fica atrás.
Apesar de ainda estar a fazer a revisão bibliográfica da minha investigação, (que é uma parte mais aborrecida), já começaram a surgir uns trabal
hos de campo que estimulam o meu projecto e que me fazem acreditar que é este o caminho que quero seguir no Futuro.
Para quem não sabe estou a fazer um estudo hidrodinâmico da praia de Piçarras situada aqui no estado de Santa Catarina.
As fotografias seguintes são sobre uma saída de campo que fizemos para fazer a batimetria de fundo da praia. Foi utilizado uma lancha e uma mota de água para conseguir chegar mais perto de terra.







sábado, 14 de março de 2009

Deus no céu e nós no parcel







Para começar este post devo referir que o titulo quando pronunciado com o sotaque brasileiro rima ;)!
Parcel é uma lage de pedra que fica ligeiramente submersa, quando uma ondulação com 3 metros atinge o parcel existem grande possibilidades de termos altas ondas.
Há vários dias que se falava na ondulação que ia entrar, um swell com 3 metros de altura vinha de sudeste para atingir a costa de Santa Catarina e os surfistas mais ligados já andavam ansiosos por esse dia.
Quando surgiu um convite para ir surfar a um pico de pedra fiquei meio reticente, hummmmm surfar 3 metros numa lage e ainda pra mais sem fato hummmm podia não dar bem.
Claro que os dois surfistas locais do pico me deixaram logo a vontade a dizer que tinha canal, que era só apanhar a maior onda da serie para não levar com as outras :P e que 3 metros de ondulação, uma vez que o local onde íamos surfar era protegido daria umas ondas com cerca de metro e meio.
Nessa altura fiquei mais tranquilo, mas foi só até ver o que era meio metro para os meus companheiros de surfada (o João do meu laboratório e o Edu de Eng. do ambiente). Meio metro não era nada mais nada menos do que ondas que são maiores do que uma pessoa, aí comecei a imaginar o metro e meio e daria uns 3 dos meus.
Quando chegamos à praia ainda não era 6 da manhã a lage ficava a 700 metros da costa (medidos no google earth) eu não tinha bem a noção do tamanho, mas não parecia estar gigante.
Entramos para a água e surfamos durante 2 horas umas direitas compridas, com um metrão e setes de metro e meio. A lage aparecia no inicio da onda, mas depois ficava toda coberta e proporcionava boas secções onde se podia tentar entubar ou voar.
Depois de nos fartarmos das direitas fomos surfar 3,5 horas de esquerdas :P. Estas eram mais deitadas, mas ainda assim compridas e com um inicio bastante assustador, devido à ausência de água.
Depois de ter dado a maior surfada da minha vida (5,5 horas) num pico de pedra e sem fato (a água estava muuuuuito quente) resta-me agradecer aos meus dois companheiros de surfada o facto de me terem levado com eles a descobrir picos que só alguns locais conhecem.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Floripa!

















Antes de chegar ao meu destino final (Balneário Camboriú), tive a oportunidade de conhecer um pouco da ilha da magia... Depois de acordar às 6 da manhã e porque o local da ilha, Gabriel, teve a boa vontade de fazer uma apresentação do local deslumbrante que é Floripa, consegui conhecer a famosa praia mole onde "rolou" uma surfada, o monte verde, com direito a um banho de cachoeira e o morro da cruz que tem uma vista linda sobre a ilha.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Uma "nova" familia

Quando vamos para um local desconhecido é frequente andarmos a fazer o que todos os turistas fazem, ver os locais mais conhecidos, os monumentos mais belos, passear comodamente no autocarro com ar condicionado pelas cidades sem nos misturarmos com as pessoas do local etc...
Naturalmente que quando não temos ninguém conhecido, tempo ou espírito de aventura fica difícil conhecer a realidade do país que estamos a visitar.

Nesta viagem pelo Rio que ("por agora") terminou tive sempre em contacto com o povo Brasileiro, percorri todos os tipos de locais e falei com pessoas de todas as classes sociais, claro que esta facilidade em conhecer profundamente o Rio se deve ao facto de lá ter família. As pessoas que eu tenho que destacar porque foram incansáveis durante estes 15 dias, que me levaram a todos os locais que queria, que me mostraram uma nova cultura, novos sabores e novas maneiras de pensar foram a minha concunhada Maria, os seus pais a Tia Inês e o Tio Manuel a tia Hilda e os amigos da Maria.

A Maria foi maravilhosa acompanhou-me sempre ao longo de todo tempo, mostrou a cidade e as suas maravilhas, os locais turistícos, os locais menos turistícos, mas que são muuuito mais interessantes, levou-me a todo o tipo de festas e até a futebol. Mais do que uma concunhada eu ganhei, agora sim uma grande amiga. A tia Inês foi uma segunda mãe (característica que já tem demonstrado para outras amigas da Maria ;)), andou sempre preocupada se estávamos bem, se a roupa estava em ordem, se estávamos a comer bem, se nos sentíamos bem, se queríamos fazer alguma coisa diferente ou se precisávamos de algo. O tio Manuel também se mostrou uma pessoa muito atenciosa, com quem passei muitos e bons momentos e com quem tive algumas conversas bastante interessantes, que me levaram a conhecer esta parte da família como não conhecia. Não posso também deixar passar a tia Hilda que tinha sempre alguma história pra contar e com quem passei alguns momentos à varanda a contemplar a paisagem e a sentir o cheiro do Brasil.

Por ultimo resta-me agradecer também a todos os amigos da Maria que tornaram esta viagem tão especial e intensa, que me deixaram emocionados na hora da despedida e que tenho a certeza nunca vou esquecer. Pedro, Mary, Tata, Natasha, Laura, vocês são pessoas fantásticas, vivi momentos super divertidos na vossa companhia e espero aqui pela visita prometida em Balneário ;)!

Mais uma vez um beijo muito grande a todas as pessoas que tornaram este inicio de viagem tão especial***

Eu, Tio Manuel, Tia Inês e Renato

Tata, Pedro, Maria, Eu, Reanto e Mary

Tata, Mary e Eu

Natasha, Renato, Eu e a Laura